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Perguntas dos Praticantes

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É necessário praticar em um grupo para receber todos os benefícios dos passes mágicos?

Não, não é necessário. Como Carlos Castaneda escreve em Passes Mágicos:

“Praticar em grupos é benéfico em muitos aspectos e prejudicial em outros. É benéfico porque permite a criação de um consenso de movimentos e a oportunidade de aprender pelo exame e pela comparação. É prejudicial porque encoraja a dependência a outras pessoas e o aparecimento de comandos sintáticos e de solicitações que têm a ver com hierarquia.”(p. 36)

A idéia de comandos sintáticos é explicada em seguida na mesma página, juntamente com algumas das vantagens de se praticar em grupos maiores. A escolha do melhor modo de praticar é deixada ao indivíduo:

“A Tensegridade deve ser praticada da maneira mais fácil: ou em grupos ou sozinho ou ambos.” (p. 36)

Achamos que praticar sozinho nos permite executar os passes mágicos que parecem melhor nos corresponder individualmente em qualquer determinado momento, enquanto que trabalhar em conjunto nos ajuda a compensar nossa prática executando passes mágicos que não poderíamos de outra maneira praticarmos sozinhos, ou nos ajuda a ajustar nossa velocidade para combinar com o grupo.

Essas adaptações e ajustes podem trazer um movimento do ponto de aglutinação. Eles podem nos permitir a formar uma nova conexão com o intento: o intento de perceber e agir de uma nova maneira, com afeto e gratidão por nossos seres companheiros.

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Quantas vezes eu deveria praticar cada passe mágico? Algumas descrições no Passes Mágicos parecem dar dicas sobre o número de repetições, já outras são silentes sobre o assunto.

Para os praticantes que estão começando, descobrimos que repetir cada passe mágico entre cinco e dez vezes é uma orientação proveitosa. Alguns passes mágicos que são cansativos ou que requerem respiração profunda podem ser executados menos vezes, enquanto que passes mais simples podem levar a uma maior repetição.

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Eu senti fadiga, ansiedade ou desconforto físico da prática freqüente de certos passes mágicos ou série.

Nos foi ensinado que uma das chaves para a redistribuição de energia que os passes mágicos proporcionam é saber quando começar e quando parar de pratica-los. Portanto é recomendado que qualquer passe mágico que pareça estar causando um problema seja praticado moderadamente, ou que sua prática seja suspensa até que o problema desapareça.

Carlos Castaneda escreve no livro Wheel of Time:

“Se um guerreiro é para se sair bem em qualquer coisa, o sucesso deve vir suavemente, com muito esforço mas sem estresse ou obsessão.” (p. 116)

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Há algum passe mágico para aumentar a autodisciplina? Eu tenho que me fazer levantar e fazer os passes mágicos, e às vezes eu não consigo. Ajuda.

Nosso treino e nossos esforços atuais incluem deixar nosso corpo nos guiar ao fazer os passes mágicos; nosso objetivo é aprender a ouvir o corpo, e seguir seu impulso, movimentando quando ele quiser se movimentar, e parar quando ele quiser parar.

Também, alguns de nós acha motivador praticar com um grupo, e assim fazemos.

Todos os passes mágicos ajudam a aumentar a autodisciplina . Pode ser útil tanto para os praticantes que têm problema em começar sua prática, e para aqueles que acham difícil saber quando parar, revisar o que os xamãs queriam dizer com “disciplina.” Dom Juan descreve isso para Carlos Castaneda no Active Side of Infinity:

“ . . . por disciplina, eu não quero dizer rotinas severas. Eu não quero dizer acordar cedo toda manhã às cinco e trinta e jogar água fria em você mesmo até que esteja azul. Feiticeiros entendem disciplina como a capacidade de encarar com serenidade singularidades que não estão incluídas em nossas expectativas. Para eles, disciplina é uma arte: a arte de encarar o infinito sem hesitar, não porque eles são fortes e valentões, mas porque eles estão preenchidos com reverência.” (p. 224)

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O que você quer dizer por “praticar com afeto e abandono?

Isso quer dizer aproximar os passes mágicos com o senso de reverência – desfrutar da prática ao invés de praticar como um investidor, procurando ver quais serão os retornos.

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Está tudo bem em praticar os passes mágicos ao ar livre? Alguns parecem ideais para isso, especialmente o Gesto de Intento Mágico do Guerreiro – a forma do afeto pela terra:

"A execução dos passes mágicos, como mostrados na Tensegridade, não requer necessariamente um espaço especial ou um tempo reservado com antecedência. Entretanto, os movimentos devem ser feitos longe de fortes correntes de ar. Dom Juan temia as correntes de ar em um corpo transpirando." (Passes Mágicos, p.35)

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Deveríamos usar certos passes mágicos durante certos períodos do dia, ou certas épocas do ano?

Quando perguntávamos questões similares aos quatro estudantes de Dom Juan, eles diziam que a melhor coisa a fazer era investigarmos por nós mesmos, o que nos ajudaria a “desenvolver o vidente interior."

Dom Juan disse a seus estudantes que os próprios passes mágicos podem levar os praticantes a uma “culminação sem precedente,” na qual questões sobre quando e como praticar esclareceriam-se, e que os praticantes serão capazes de executar os passes mágicos “com precisão e rapidez, como andam, comem, descansam ou fazem qualquer coisa, porque terão energia para fazer isso.”(Passes Mágicos p. 35)

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Recapitulação: eu devo seguir estritamente a lista quando recapitulo? Recentemente eu tive memórias espontâneas de outros eventos, fora da ordem cronológica da lista e gostaria de saber como devo tratar desses eventos.

Taisha Abelar nos contou que sob essas circunstâncias, poderíamos colocar um “marcador de livro” em nossa lista cronológica, e recapitular a memória espontânea. E então poderíamos retornar à nossa lista. O importante, ela disse, é continuar, e não deixar que perguntas sobre o procedimento nos faça parar com a recapitulação.

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Por que as estudantes femininas de Dom Juan ficaram aqui? Elas vão aparecer nos seminários?

As três estudantes femininas de Dom Juan Matus estão aqui para supervisionar os esforços dos instrutores de Tensegridade em tornar real um dos sonhos mais estimados de Carlos Castaneda: o sonho de um corpo unificado de praticantes dos passes mágicos continuando sua ininterrupta jornada de consciência.

Por enquanto, elas não vão aparecer pessoalmente nos seminários porque elas querem que esse sonho decole. Para Carlos Castaneda e para elas é um sonho no qual um grupo de praticantes não está focado em uma pessoa ou em um grupo de pessoas, mas no propósito abstrato de liberdade de percepção.

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Questão sobre a partida de Carlos Castaneda.

Don Juan Matus conduziu seu discípulo, Carlos Castaneda, dentro do mundo cognitivo dos xamãs que viveram no México em tempos antigos. Carlos Castaneda escreveu vastamente sobre o seu aprendizado com Don Juan, aonde Don Juan o instruiu no caminho do guerreiro. Para Don Juan, o guerreiro é um ser que vive a vida repleta "até o topo" com a exploração das infindáveis possibilidades da consciência humana que normalmente permanecem intocadas, um ser que embarca quando o momento chega, em uma jornada definitiva de consciência, cruzando para a liberdade total.

Don Juan descreveu esta opção para o seu aprendiz: "... guerreiros podem manter a sua consciência, a qual é normalmente abandonada on momento de morrer. No momento da passagem, o corpo na sua totalidade é iluminado com o conhecimento. Cada célula imediatamente tem consciência de si mesma e também consciência da totalidade do corpo.

Carlos Castaneda deixou o mundo desta maneira, do mesmo modo que o seu benfeitor, Don Juan Matus o fez: com total consciência. Em deixar o mundo como um guerreiro solitário, com total consciência, Carlos Castaneda deixa atrás dele uma riqueza de conhecimento que fica acessível a qualquer um que queira se aventurar nas infinitas faixas de consciência que estão disponíveis para os seres humanos

E de acordo com Don Juan, a jornada começa aqui, neste mundo que habitamos, um mundo tão misterioso e rico quanto qualquer coisa poderia ser. Tudo o que precisamos para tocar as maravilhas deste mundo da vida diária é suficiente desapego. Mas mais que desapego, precisamos suficientes afeto e abandono.

"Um guerreiro deve amar este mundo," disse Don Juan, "de modo que este mundo que parece ser um lugar tão comum, se abra e mostre suas maravilhas."

Citações: Carlos Castaneda, A Roda do Tempo (1998)

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